oportunidade de negócios

A história da empreendedora goiana Jaci Mara Teixeira mostra que não existe barreira insuperável para quem deseja realizar o sonho de ter o próprio negócio. No momento em que enfrentava a maior dificuldade da vida – o divórcio, seguido da falta de formação profissional e renda -, no início da década de 1990, ela deu a volta por cima. Após aprender um novo ofício, criou a fábrica de semijoias M.Zaravia, em Goiânia, que nasceu de uma necessidade e hoje é referência no segmento.

Mara iniciou a vida profissional forçosamente como joalheira, em 1990, após fazer curso no Centro de Gemologia de Goiás, no Distrito Agroindustrial de Anápolis (Daia). Ela aproveitou suas habilidades manuais – também é artista plástica nas horas vagas – e montou a primeira oficina em casa, confeccionando peças exclusivas. Sem recursos, comprou as ferramentas utilizando notas promissórias como garantia.

“Naquela época, debruçava-me sobre a banca (de trabalho) e chorava, desesperada por causa das contas a pagar. A gaveta que amparava os resíduos da prata também tinha a função de receber minhas lágrimas. Ao olhar as mãos, via os cortes feitos pelas ferramentas de trabalho. Isso me deixava muito triste. Mas não podia desistir. Era o único caminho que tinha para seguir”, lembra a empresária.

Seis anos depois, Mara conheceu o trabalho de Félix Zaravia, na feira de exposição cultural BSB Mix, em Brasília (DF). Ela ficou encantada com o trabalho do colega e propôs a sociedade. Ambos trabalhavam manualmente e vendiam peças únicas. “Ganhávamos dinheiro apenas para sobreviver. Não tinha muita perspectiva de crescimento. Às vezes, levávamos duas semanas para terminar uma peça e o retorno financeiro era praticamente zero.”

A luz no final do túnel, no entanto, não demorou a chegar. Em 2002, soube das consultorias gratuitas e cursos oferecidos pelo Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas, que visam auxiliar o empresário em potencial e os empresários de pequenos negócios. Ela fez um plano de negócios e conseguiu financiamento de R$ 7 mil. Mara investiu o dinheiro na compra de equipamentos. A ideia era abandonar o trabalho manual e produzir em escala. “Passo dificuldades, como todo microempresário no Brasil, mas minha vida é bem melhor. Estamos vendendo semijoias no Brasil todo.”

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