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Elaborada pela Unidade de Acesso a Mercados e Serviços Financeiros do Sebrae Nacional, a pesquisa Rede de Negócios consiste em no mapeamento e caracterização das centrais/redes de negócios ativas no território nacional, ligadas aos setores de agronegócio, indústria, comércio e serviços. Para chegar aos resultados, foram ouvidas 163 centrais/redes de todo o País.

O levantamento constatou, por exemplo, que aumentar o poder de negociação com os fornecedores (19%), realizar compras conjuntas (15,3%) e diminuir os custos (14,7%) são as três principais conquistas na opinião dos entrevistados.

O documento completo pode ser encontrado aqui para download.

Confira abaixo os principais destaques:

A formação e os processos

  • As redes/centrais se formam com o objetivo de aumentar competitividade e rentabilidade, ganhando poder de compra e viabilizando a venda dos produtos.
  • As redes/centrais já estão informatizadas, pois 73% conta, pelo menos, com e-mail para a comunicação e 60% menciona haver algum sistema informatizado no processo de comunicação.
  • O telefone ainda é o principal meio de comunicação com os associados (80%), mas o uso de sistemas informatizados no processo de compra chega a 50% e, no processo de vendas, uma proporção um pouco menor, alcançando 37%. Os sistemas aparecem como canal tanto para orçar preços quanto para concretizar negócios.
  • Em relação aos Sistemas de gestão, cerca de metade das centrais entrevistadas não possuem. Entre as centrais que possuem sistemas, os mesmos são principalmente para as áreas financeira e de compras. Estoque e RH são áreas onde sistemas informatizados tem a menor incidência.
  • Mesmo com a formação de uma rede/central, o faturamento dos fornecedores tende a ser feito, na maioria dos casos, de forma direta para cada associado.

O papel dos bancos e serviços financeiros

  • As redes/centrais utilizam serviços financeiros basicamente para pagamentos, boletos e cobrança. E o Banco do Brasil é a instituição com mais clientes (48,5%), seguido pela Caixa (com 25,2% de participação).
  • Com essa concentração em pagamentos, boletos e cobranças, os serviços financeiros não são a principal necessidade. Pensando nisso, existe uma lacuna de serviços específicos adequados às redes/centrais. No entanto, a maioria não consegue exemplificar uma oportunidade de diferenciação. Aparecem, discretamente, linha de crédito diferenciada e capital de giro.
  • Entre os que precisam de algum recurso financeiro, os fins mais comuns desses recursos são a melhoria das estruturas físicas e/ou aquisição de máquinas e equipamentos.
  • Menos da metade da amostra já captou ou ainda pretende captar recursos financeiros para aperfeiçoamento ou ampliação da atuação da rede e os bancos destacam-se como sendo a principal alternativa.

O cenário atual e as oportunidades para o Sebrae

  • O Sebrae é considerado parceiro por 60% das redes/centrais e destaca-se como organização de apoio as redes/centrais, principalmente para capacitação empresarial e estruturação.
  • O foco neste momento está principalmente na ampliação da atuação, implementação de centros de distribuição e instituição de cartão próprio.
  • As necessidades dessas redes/centrais está na capacitação das pessoas. Algo que caracteriza uma grande oportunidade de atuação para o Sebrae, dada justamente a imagem de promotor da capacitação e conhecimento.
  • O Sebrae ainda tem oportunidades considerando a intenção de implantação de CD e cartão próprios, como orientação e apoio na implantação da rede. O mercado reconhece nele a competência de apoiador na implementação das redes.

Saiba mais sobre Centrais e redes de negócios em: http://www.sebrae.com.br/customizado/acesso-a-mercados/sebrae-mercado/centrais-de-negocios