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Dono do afeto de milhares de brasileiros, os animais de estimação representam um valioso mercado para vários segmentos de negócios: Pet Food (alimento), Pet Vet (medicamentos veterinários), Pet Serv (serviços e cuidados com os animais), e Pet Care (equipamentos, acessórios e produtos para higiene e beleza).

O setor cresce consistentemente, ano a ano. Calcula a Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet) que o Brasil fature neste ano a cifra de R$ 15,4 bilhões. Um aumento de 8,3% em relação a 2012, permanecendo em segundo lugar em nível mundial, atrás dos Estados Unidos. Em valores globais, o setor deverá chegar à marca de U$ 102 bilhões. De 2012 para 2013, o faturamento de Pet Serv deverá aumentar 24,5%, de Pet Food, 4,9%, de Pet Care, 5,2% e Pet Vet, 6,7%.

Em termos de mercado doméstico, quanto à população de animais de estimação, o Brasil se classifica em quarto lugar no ranking mundial: a Abinpet estima que são 37,1 milhões de cães, 26,5 milhões de peixes, 21,3 milhões de gatos, 19,1 milhões de aves e 2,7 milhões de outros animais que movimenta o setor.

Outro mercado de crescimento nesse setor foi o de exportações brasileiras, que em 2012 teve alta de 11,7% em relação ao ano anterior.  Para esse franco desenvolvimento os exportadores contam com o apoio de um projeto, fruto de parceria entre a Abinpet e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil). Parte importante dessa expansão é a de empresas que trabalham com acessórios para os pets.

Para conhecer o projeto, clique em http://petbrasil.org.br/

Mais que boas ideias, o setor exige profissionalismo e inovação

O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) incluirá na Pesquisa Nacional de Saúde – a PNS, encomendada pelo Ministério da Saúde – um levantamento para oficializar o número de animais de estimação no Brasil.

Os dados servirão, por exemplo, para que o governo defina políticas mais específicas para a saúde animal, como campanhas de combate à raiva. Mas ao mesmo tempo terão relevância para todos os segmentos do setor, tato na identificação das oportunidades de negócios quanto na definição das estratégias comerciais.

Essas oportunidades estão, basicamente, inseridas entre os 10 principais itens que compõem os gastos com animais:

  • Alimentação
  • Veterinário
  • Medicamento
  • Vacina
  • Banho
  • Tosa
  • Acessórios
  • Hotel
  • Creche
  • Adestramento

Mas elas se inter-relacionam. Ou seja, oferecer a integração dos serviços e produtos em espaços unificados nos quais estejam disponíveis inovações de base tecnológica também é uma das soluções criativas e atraentes para brasileiros que buscam por um tratamento especializado para seus animais de estimação.

É importante que o empreendedor saiba que todo estabelecimento que fabrica, manipula, fraciona, comercializa, armazena, importa ou exporta produtos veterinários para si ou para terceiros, deve, obrigatoriamente, estar registrado no Departamento de Defesa Animal da Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura. Porém essa não é a única exigência legal para atuar no setor de pets.

Por isso, se você tem uma ideia e quer atuar no segmento, esteja convicto que será necessário desenvolver um planejamento antes de começar. O mercado de pet shop, mesmo sendo considerado maduro, está em plena ascensão e o distanciamento do profissionalismo e da inovação pode custar à manutenção do negócio no mercado.

Para obter mais informações sobre questões  relacionadas ao setor, acesse o portal Sebrae.