MulherBemVestidaEmpreendedora de Brasília transformou a venda de roupas porta a porta em um negócio inovador e com grande potencial de crescimento.

Vender roupas em domicílio não é o que se pode chamar exatamente de um negócio inovador. No entanto, Liliane de Sousa Santos, mais conhecida como Lili Brasil, transformou essa forma de venda, se formalizou e não para de ver o seu negócio crescer.

A Mulher Bem Vestida é o resultado do espírito ousado e empreendedor dessa jovem brasiliense, graduada em letras com pós-graduação em educação infantil. Foi dentro do universo educacional, aliás, que Lili percebeu que tinha jeito para as vendas e que gostaria de trabalhar nesse segmento. “Percebi que eu gostava das vendas de roupas femininas, de saber sobre moda, de poder melhorar a imagem e autoestima das pessoas”.

Ela ainda trabalhava em uma escola quando começou a vender roupas com o objetivo de comprar um carro. “Um salário somente não dava. Então, pensei o que eu poderia vender. Algumas amigas gostavam das roupas que eu comprava e também do preço. Peguei R$ 100 e comprei algumas roupas e levei para as colegas do trabalho verem. Em uma semana eu vendi tudo e ainda comprei mais! Desde então, nunca mais parei”.

A vontade de comprar um carro de passeio, no entanto, foi substituída pela necessidade de adquirir um utilitário. Isso porque Lili tinha decidido que seu futuro carro seria transformado em sua boutique móvel. “Pouco a pouco fui tendo mais clientes e fazendo mais vendas. Consegui comprar o carro e aí o negócio foi crescendo a cada dia, mas decidi mesmo ter uma loja móvel porque eu não tinha como ter uma loja física e não queria abandonar o meu negócio. Eu percebi que este era o meu maior diferencial e deveria aproveitá-lo: levar roupas até as pessoas com bom preço, boa qualidade e para todos os tipos de mulheres”.

Ela não só conseguiu comprar o carro como formalizou o seu negócio e se tornou uma empreendedora individual. As dificuldades, no entanto, não deixaram de aparecer. “Além de no meu caso não encontrar empresas que personalizam carros em Brasília, ou seja, desenvolvem projetos para carros/loja, encontrei dificuldade para me formalizar, pois o projeto do empreendedor individual era pouco conhecido quando eu tomei a decisão”.

A personalização do carro foi não só interna, para poder acomodar as roupas e acessórios, como também externa. Afinal, imprimir a marca da empresa na sua faixada é fundamental para que o negócio tenha sucesso. “Muita gente riu de mim em alguns momentos, como quando eu disse que queria cílios na minha van. Mas, eu fui atrás e descobri que faziam cílios para carro e consegui colocá-los. Foi preciso também ouvir o que as minhas clientes queriam para que eu pudesse encontrar as soluções. A criatividade salva um empreendedor. Quando uma coisa não existe, eu crio, e assim vou resolvendo muita coisa”.

Capacitação
Além da graduação em letras e da pós-graduação em educação infantil, Lili está investindo em um novo curso superior: Design de Moda. “Eu me descobri empreendedora e quando olho para trás vejo que isso sempre esteve na minha vida, mas eu não percebia, não dava muita atenção. Acho que tenho muito a aprender e muito por fazer. As pessoas acreditam em mim como empreendedora e hoje eu até ajudo dando dicas para quem está pensando em abrir um negócio próprio. O Sebrae também me ajuda muito quando eu vou até as palestras e cursos”.

Embora o carro e a formalização já tenham sido conquistados, os desafios de Lili ainda não acabaram. Com o sucesso da Mulher Bem Vestida, ela já precisa fazer investimentos como um carro maior para poder não só manter como expandir o seu negócio. “Um carro maior ainda é muito caro. Se houvesse empréstimos mais facilitados para os pequenos empreendedores ajudaria muito. Estou me preparando para dar mais este passo”.

Divulgação
O impulso de novos clientes não foi ocasionado apenas pela indicação boca a boca. Como todo negócio que pretende crescer, a Mulher Bem Vestida optou por investir, dentro das suas possibilidades, em divulgação.

Por enquanto, as estratégias estiveram voltadas para a publicação de anúncio de uma página em uma revista e em anúncios pagos do Facebook pelo período de um mês. Na rede social, a empresa mantém uma página onde divulga, por exemplo, fotos das suas peças e informações sobre feiras e eventos dos quais irá participar. E para quem quer saber um pouco mais, a empresa também possui um site na internet.

Os resultados começaram a aparecer quase que imediatamente. “Na revista praticamente recuperei o investimento em um mês e no Facebook consegui triplicar a movimentação da página”. O sucesso da divulgação Lili atribui ao conteúdo disponibilizado e também à relação custo/benefício dos produtos que a empresa oferece.

Planos
Além do carro maior, Lili tem outros planos para a Mulher Bem Vestida. “Ainda não temos filial, mas pretendemos ser uma franquia. Nossa meta é estar instalada em vans maiores que dêem mais conforto à cliente e à dona/vendedor/motorista”. Para chegar lá, ela aposta no que considera ser o seu maior diferencial em relação à concorrência: “levar as peças até as clientes, oferecer atendimento profissional com uma design de moda, além de oferecer bom preço e qualidade”.

Além disso, a partir de 2014 a empresa deve passar a fabricar suas próprias peças. “Isso inclui a criação de um ateliê de costura que produza para mim e também para outros estilistas de Brasília que ainda não encontram locais apropriados para a confecção de peças de vestuário”. Com mais esse passo, Lili espera se firmar como uma marca que atende a mulher brasilense e contribuir para a melhoria da imagem da indústria de moda local.

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