Os laboratórios de análises clínicas enfrentam neste momento as mesmas dificuldades de qualquer organização numa economia em recessão. No mercado de atendimento particular, consultas são adiadas, exames realizados no seu mínimo volume; no mercado atendido por convênios, o uso excessivo dos planos de saúde pelos clientes leva ao aumento da sinistralidade e majoração dos valores cobrados pelas administradoras. Estas têm um papel fundamental como fonte pagadora na cadeia de prestação destes serviços, já que o atendimento particular não chega a 5% do volume de exames realizados nos laboratórios (SEBRAE, 2013). 

Os serviços prestados por um laboratório de análises clínicas são um auxílio aos serviços médicos. Apenas são solicitados por profissionais da área de saúde, que usarão a informação gerada pelos exames para complementar o processo de diagnóstico de seus pacientes. Os médicos são, portanto, os principais demandantes e iniciadores desta cadeia.

O mercado brasileiro de laboratórios é constituído por grande número de empresas de origem familiar e de pequeno porte e poucos grandes grupos (MARTINS, 2014). Este mercado tem se apresentado competitivo. Grandes grupos estão atuando em todo o território nacional inclusive na Bahia. Isto faz com que a sobrevivência dos laboratórios menores fique cada vez mais difícil. Há alternativas de mercado que podem ser buscadas no sentido de mantê-los vivos no mercado, mas é necessário apoio em ações fundamentais (atendimento de aspectos legais) e de lida com o mercado que podem ser mantidos/aprimorados ou mesmo criados pelo SEBRAE para o atendimento deste público. 

A atual situação econômica do país modificou uma aparente visão favorável ao crescimento da área de saúde no país. O Brasil foi um importante destino de investimentos estrangeiros em 2012 na América Latina, recebendo aproximadamente US$ 65,3 bilhões naquele ano (PRICEWATERHOUSECOOPERS BRASIL, 2014). O cenário apontava o aumento do poder de compra dos brasileiros, o aparecimento de uma nova classe média emergente e consumidores dispostos a pagar por um melhor serviço de saúde. Apesar de não ser o cenário que se vislumbra em 2016, a retomada pode acontecer entre 2017 e 2018, de acordo com as principais agências de classificação de risco (MOODY’S INVESTORS SERVICE, 2015). 

Diante de um mercado extremamente competitivo, os Laboratórios de Análises Clínicas se debruçam neste momento a planejar medidas que melhorem o seu desempenho ou que, ao menos, garantam a sua sobrevivência diante do cenário econômico mencionado acima. 

Confira uma análise swot sobre o setor:

 quadro fofa laboratorios

 

Acesse o estudo completo em:  http://www.bibliotecas.sebrae.com.br/chronus/ARQUIVOS_CHRONUS/bds/bds.nsf/d4be1c3098d83ea75d50997f2c77b41a/$File/7368.pdf

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