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Atender aos requisitos de sustentabilidade das edificações brasileiras, objeto da prestação de serviços das empresas de planejamento arquitetônico, evidenciam oportunidades de alta relevância em diversos setores.  No segmento que abrange os meios de hospedagem residem, hoje, demandas potencialmente mais imediatas.

Os meios de hospedagem – um dos setores mais fortemente impactados pelos eventos esportivos no País – com suas projeções de crescimento contínuo também para depois da Copa de 2014, multiplicam as oportunidades para a arquitetura porque geram grande impacto ambiental em todo o seu ciclo de vida: consomem significativa quantidade de água, matéria-prima, energia e produzem muito resíduo. Tudo podendo ser minimizado com uma arquitetura mais racional, apropriada ao clima e incorporada aos aspectos de sustentabilidade.

Por isso os arquitetos, ao conceberam projetos para os meios de hospedagem, precisarão unir conforto, eficiência, acessibilidade e segurança aos requisitos de sustentabilidade. Mas também obterão maior fundamentação da proposta apresentada, se transmitirem, por meio de gráficos de projeção, a expectativa de retorno do investimento proposto, considerando execução da obra e operação do empreendimento.

Nesse mercado, as empresas de arquitetura no Brasil já convivem com perspectivas de acirramento da concorrência, inclusive, estrangeira. Arquitetos britânicos, por exemplo, estão recebendo demandas do País.

De acordo com o Ministro de Habitação britânico, as empresas brasileiras estão procurando ativamente por sistemas de construção eficiente, materiais inovadores e soluções de baixas emissões de carbono para atender a demanda atual e futura, não só para sediar a Copa do Mundo 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016, mas também para competir no País com muitos projetos de infraestrutura.  O representante do governo inglês ressalta ainda que estima que dois anos depois da Copa do Mundo em 2014 e dos Jogos Olímpicos do Rio, ainda serão criados mais de 12 mil projetos de infraestrutura no País.

Enquanto isso, nos meios de hospedagem, a movimentação em torno da sustentabilidade já anda produzindo diferenciais. Beatriz Paixão – proprietária da Pousada Ville La Plage de Búzios (RJ), foi a primeira a obter certificação da ABNT em Turismo Sustentável no país. A norma ABNT 15401: 2006 se baseia em preceitos ambientais (NBR ISO 14001), socioculturais (NBR 16001) e econômicos (OHSAS 18001 e NBR ISO 9001).

Para a hotelaria, as principais vantagens na implementação e posterior certificação de um sistema de gestão da sustentabilidade são:

 

  • Conservação da biodiversidade e auxílio na manutenção da qualidade ambiental dos atrativos turísticos;

 

  • Viabiliza as áreas utilizadas pelo turismo, proporciona um diferencial de marketing, gerando vantagens competitivas para os meios de hospedagem e facilitando o acesso a novos mercados, principalmente o internacional;

 

  • Estimula boas condições de trabalho, enfatiza a preservação do patrimônio cultural e promove o respeito aos direitos dos trabalhadores, povos indígenas e comunidades locais;

 

  • Promoção do respeito à lei e à cidadania.

 

No Brasil, um dos aliados das empresas de arquitetura e engenharia,  assim como dos meios de hospedagem, interessados em implantar políticas ecológicas é o CSS. Centro Sebrae de Sustentabilidade é a unidade de referência nacional do Sistema Sebrae, especializada no tema e responsável pela geração e irradiação de conhecimento e cultura de sustentabilidade para mais de 700 unidades de atendimento da instituição distribuídas no país.

O  centro prospecta, desenvolve e dissemina conhecimentos e práticas em sustentabilidade aplicados às micro e pequenas empresas, promovendo sua competitividade por meio do Sistema Sebrae. O objetivo principal está voltado à inclusão desse relevante segmento na economia verde. Localizado em Cuiabá, o CSS fornece informações também pelo endereço eletrônico (www.sustentabilidade.sebrae.com.br).