Refeições Coletivas_Principal

Setores como Construção Civil, Hospitalar, Organização de Eventos são potenciais clientes 

A conquista de uma alimentação de qualidade para o trabalhador em geral e especificamente para o da construção civil tem relação com a força do movimento sindical na sociedade. Percebe-se o conjunto de movimentos de organizações sociais no sentido de que a legislação sobre segurança alimentar e nutricional permaneça na pauta das discussões sobre condições de vida e trabalho.

A qualidade das refeições oferecidas no trabalho continua gerando polêmica. A garantia em proporcionar aos trabalhadores uma alimentação de qualidade e que supra suas necessidades nutricionais é ainda um desafio.

Segundo a CUT (Central Única dos Trabalhadores) os trabalhadores entendem que sua alimentação no ambiente de trabalho representa o valor social de seu trabalho diário. A recompensa pelo esforço do corpo. O momento da comida é tempo e lugar de descanso, de estar consigo mesmo e com seus parceiros. Cardápios, sabores, cheiros e texturas da comida são qualidades que decifram o valor do reconhecimento de seu trabalho. Ao receberem uma alimentação de má qualidade (sem cheiro, sem tempero, sem sabor), sentem-se igualmente sem valor por seu trabalho diário e sempre que possível contestam.

Existem movimentos, principalmente, no setor da construção civil, para que as empresas forneçam alimentação (café da manhã, o almoço e lanche da tarde) nos canteiros de obras aos seus empregados. As proposições visam à proteção e promoção da saúde do trabalhador, redução do alto índice de acidentes no ambiente de trabalho da construção civil e elevação das condições nutricionais dos operários de baixa renda, com repercussões positivas para a qualidade de vida, melhor desempenho e aumento de produtividade no setor. A indústria da construção civil é um dos setores que mais absorvem mão de obra. Para a CUT (Central Única dos Trabalhadores) a alimentação inadequada no setor debilita o organismo favorecendo a ocorrência de acidentes nos canteiros de obras.

Muitas empresas que iniciaram o negócio focando o fornecimento de refeições coletivas para os canteiros de obras e construções, perceberam outro nicho específico, de forma a utilizar a capacidade instalada da sua cozinha industrial e contribuir para a alavancagem do negócio, principalmente nas cidades-sede da Copa do Mundo da FIFA 2014, onde muitos eventos estão acontecendo e vários outros já estão programados.

Dessa forma, destaca-se outro nicho de clientes, conforme apontado abaixo:

• Canteiro de obras e construções: refeições para os operários da construção civil que empreendem grande esforço físico.

• Eventos: refeições para a alimentação das equipes que trabalham na montagem de estruturas metálicas e demais estruturas para eventos que acontecem nas cidades-sede da Copa do Mundo da FIFA 2014.

O setor de serviços de alimentação é bastante amplo e segundo a Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação (ABIA) abrange oito subcanais de distribuição, divididos em dois grupos:

  • Serviço público ou institucional que envolve os canais ligados ao governo (postos de saúde, presídios, merenda escolar).
  • Serviços privados que engloba as redes de fast food, bares, restaurantes comerciais, hotéis e empresas de refeições coletivas.

No setor público as oportunidades também são distintas, incluindo o fornecimento para órgãos públicos federais, estaduais e municipais, assim como locais de prestação de serviços à população, como postos de saúde, escolas, etc.

Existem grandes oportunidades no setor publico, mas um ponto importante é o planejamento do capital de giro necessário ao atendimento das demandas, visto que os fluxos de recursos costumam ser irregulares, sendo um grande problema para os pequenos negócios.

Em síntese, para o negócio de refeições coletivas é possível apontar ainda vários outros segmentos complementares de clientes, vinculados a outros setores. Entre eles:

• Escritórios: refeições balanceadas para os funcionários nos principias horários de alimentação e lanches especiais durante a jornada de trabalho ou anterior a ela;

• Escolas: refeições balanceadas e adequadas às faixas etárias dos estudantes, segundo suas maiores necessidades;

• Universidades: refeições para estudantes e funcionários fornecidas em horários flexíveis;

• Hospitais e serviços de saúde: compreende o atendimento a funcionários e aos pacientes e acompanhantes, por meio do transporte da refeição até os quartos/leitos. O tipo de atendimento pode variar quanto ao modelo de hospital (geral, especializado ou infantil), tipo de administração (oficial ou particular) e segundo o porte do hospital: pequeno porte (25 – 49 leitos); médio porte (50 – 149 leitos); grande porte (150 – 500 leitos); porte especial (acima de 600 leitos);

• Forças Armadas: refeições para militares, sendo o serviço semelhante ao realizado em empresas, mas os refeitórios são diferenciados conforme a hierarquia e a patente dos comensais.

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