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As minhocas são animais anelídeos da classe Oligoqueta que apresentam corpos segmentados, interna e externamente chamados somitos que, conforme a espécie, varia enormemente, são sete variações nas espécies microscópicas, e mais de quinhentos nos minhocuçus. Estes segmentos assemelham-se a pequenos anéis, daí serem chamadas de anelídeos, do Phylum Annelida. De acordo com o número e o tamanho desses anéis, as minhocas podem atingir cinco milímetros de comprimento até 1,70 metros.

A criação de minhocas é uma atividade recente e desconhecida do grande público chamada de minhocultura. O “pai” da criação de minhocas em cativeiro foi Thomas Barret e também o primeiro a demonstrar a viabilidade de criá-las em larga escala, através de um sofisticado sistema de canteiros na década de 1940, nos EUA. Com isto esse País é considerado a pátria da minhocultura.

No Brasil a atividade teve seu início no final de 1983, com matrizes trazidas da Itália pelo Comendador Lino Morganti, para a sua propriedade em ltú, Estado de São Paulo.

O desenvolvimento da minhocultura em muitos países aconteceu diante da oportunidade de comercializar minhocas vivas para serem usadas como isca, especialmente, na pesca esportiva.

Cerca de 100 milhões de pescadores nos EUA movimentam centenas de milhões de dólares anuais com o comércio de minhocas para finalidades esportivas, dispondo, para tanto, até de “containers” do tipo “caixa 24 horas”.

O baixo investimento para montar uma criação de minhocas ocasionou um aumento na quantidade de pessoas interessadas em iniciar este negócio no Brasil. Trata-se uma forma de alimentação barata, para pequenos animais, como rãs, peixes, aves, camarão de água doce.

O produtor de minhoca tem dado atenção especial na produção de húmus, esterco de minhoca ou vermicomposto (terra vegetal), para fins de jardinagem, paisagismo e da agricultura em geral, capaz de proporcionar-lhes um rendimento extra.

Os diversificados canais de venda, a necessidade de pouco investimento inicial e os baixos custos com manutenção da infraestrutura também contribuem para a conquista de um negócio rentável fazendo da minhocultura um meio de o criador incrementar a renda no fim do mês, além da atividade não exigir mão-de-obra especializada nem tratamento veterinário.

A minhocultura e seus subprodutos é uma atividade paralela à pecuária e agricultura que tem avançado muito. Nos últimos 11 anos, o que era uma atividade informal se profissionalizou e já movimenta R$ 500 milhões por ano. Ancorada na produção de húmus e iscas para pesca, a atividade cresce cerca de 20% ao ano.

Segundo dados da Associação Brasileira de Agricultura Orgânica, o uso de húmus obteve um incremento de aproximadamente 50% nos últimos cinco anos, porque esse tipo de produto auxilia na fixação de potássio, nitrogênio, cálcio e fósforo, melhorando a qualidade do solo. Os húmus também é utilizado nas pastagens onde são criados bovinos para carne orgânica.

Segundo Ângelo Artur Martinez, minhocultor da cidade de Campinas, São Paulo, a lucratividade, após o investimento inicial, é de 120%, e complementa: “As minhocas não exigem muitos cuidados, elas só precisam ter alimento, que pode ser o lixo orgânico doméstico. A cada metro por canteiro são produzidos cerca de 50 quilos de húmus”, afirma.

Ainda segundo Martinez, em termos comerciais o mais adequado é vender o produto a granel, pois o custo é menor, uma vez que dispensa o uso de embalagens plásticas, logotipo e registro do produto.

Assim, o mercado de criação de minhocas oferece possibilidade de ingresso de novos empreendedores. No entanto tais empreendedores devem ingressar com disposição e muito profissionalismo.

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Fonte: Sebrae.com.br