Negócios da Fruticultura

As oportunidades da fruticultura brasileira provenientes da Copa do Mundo FIFA 2014 precisam ser vistas como entrada em novos e promissores mercados tanto por empresários que estão no campo e quanto pelos que estão além do campo.

Para os pequenos produtores, uma das janelas de oportunidades da fruticultura brasileira proveniente da Copa do Mundo foi objeto de consenso no Fórum Internacional da Fruticultura realizado ano passado em Mossoró, no Rio Grande do Norte.  Promovido pelo Sebrae local, o fórum destacou a perspectiva de fornecimento para os setores hoteleiro e gastronômico, considerando-os como principais nichos de mercado a serem explorados no período de realização da competição.

Outra janela evidenciada no Fórum é a da produção de sucos naturais e sorvetes. Das frutas mais tradicionalmente consumidas (banana, maçã, laranja, mamão, abacaxi, pera, melão, melancia, goiaba, abacate, uva, manga e morando) às mais exóticas (mamacadela, umbu, cajamanga, taperebá, gabiroba, umbu, cupuaçu, ciriguela, sapoti, româ, pitaya) existem também outras possibilidades de negócios. São oportunidades que requerem beneficiamento (compotas, doce em massa, doce em barra, doce cristalizado, frutas secas, geleia e licores) e que podem encontrar abertura na expansão comercial, em virtude da realização do megaevento.

Polpa de frutas

A fruticultura gera oportunidades na produção de sucos e refrescos alcançando diretamente o processamento de polpas que, congeladas, também podem ser transformadas em sorvetes, doces, néctares e geleias para mercados compradores, tanto atacadistas quanto varejistas.  Nesse complexo mercadológico estão indústrias alimentícias, sorveterias, padarias, bares, lanchonetes, restaurantes, fornecedores de refeições coletivas, mercearias e supermercados.

A distribuição da polpa de frutas naturais em embalagens como as dos saquinhos de 100 ou 80g para o consumo diário das famílias, por exemplo, vem conquistando mercados em substituição ao consumo de refrigerantes ou outros produtos industrializados que utilizam conservantes, aromatizantes sintéticos, acidulantes químicos, edulcorantes artificiais.

A conservação da polpa em seu estado natural através do congelamento tem se apresentado como uma boa alternativa para preservar as qualidades intrínsecas das frutas e evitar o uso de aditivos químicos, indo ao encontro das preferências atuais dos consumidores de produtos naturais.

Associação Brasileira das Indústrias de Refrigerantes e de Bebidas Não-Alcoólicas (ABIR) aponta para o consumo nacional de 700 milhões de litros de sucos e néctares em 2012. Além dos sucos e néctares, a produção de sorvetes também apresenta números bastante expressivos.

Sorvetes

O mercado de sorvetes vivencia um crescimento inédito, alavancado por dois fenômenos: as fortes ondas de calor em locais que antes tinham temperaturas mais amenas e o fortalecimento da economia brasileira, que impulsionou o consumo das classes mais populares.

Somente em 2012, o faturamento desse mercado no Brasil cresceu 26,5%, segundo estimativas do levantamento feito pela Mintel – uma empresa de pesquisa global. De acordo com o estudo, o setor vem crescendo, em média, 33% nos últimos cinco anos. Com isso, o Brasil é o 4º maior mercado de sorvetes no mundo, atrás de EUA, China e Japão.

Dados da Associação Brasileira das Indústrias de Sorvete pontuam que, nos últimos dez anos, o consumo cresceu 76,49%, atingindo 1,209 bilhão de litros em 2012.

Mas se antigamente o sabor de chocolate reinava na preferência do brasileiro, hoje as frutas tomam cada vez mais lugar nos potes das sorveterias. A Associação Gaúcha das Indústrias de Gelados Comestíveis (Agagel) estima que sejam usadas cerca de 2,65 mil toneladas de frutas por ano para fabricação de sorvetes, 50% a mais do que há dez anos.

Também na versão palito, as frutas exóticas brasileiras, muitas naturais da Amazônia e do cerrado, já conquistam consumidores dos grandes centros urbanos. Uma das empresas que busca ingredientes naturais do Centro-Oeste e comercializa os produtos em capitais como São Paulo e Rio de Janeiro é a rede Frutos do Cerrado criada em Goiânia em 1996. Na avaliação dos empresários, os sabores exóticos têm tido aceitação acima da esperada entre paulistanos e cariocas devido principalmente à qualidade do produto, que leva de 70% a 90% de polpa de frutas.

Mais informações sobre o mercado

As oportunidades de negócios que brotam do solo brasileiro para os segmentos de polpa de frutas e sorvetes, tendo em vista Copa do Mundo FIFA 2014, estão abordadas em boletins do Sebrae 2014. A leitura dos boletins destacados a seguir é um complemento às informações aqui apresentadas. Para ler, acesse-os clicando nos títulos:

 

 

 

 

 

Acompanhe o Portal Sebrae 2014 e mantenha-se informado sobre as oportunidades de negócios da Copa do Mundo FIFA 2014.

 

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