Gemas_1Com um faturamento anual que já chega a US$ 6,5 bilhões e muitas possibilidades de expansão, o setor de gemas e joias tem recebido investimentos primorosos para aumentar a competitividade de suas empresas.

O Brasil é hoje responsável por aproximadamente 1/3 do volume de produção de gemas em todo o mundo. Posiciona-se entre os principais produtores mundiais de esmeraldas, é o único que produz topázio imperial e turmalina paraíba, além de fornecer em larga escala citrino, ágata, ametista, turmalina, água-marinha, topázio e cristal de quartzo.

É nos Estados de Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Bahia, Goiás, Pará, Tocantins, São Paulo e Rio de Janeiro que se concentram a produção de pedras preciosas brasileiras e o seu parque industrial. Nesses Estados estima-se que existam cerca de 3.900 empresas de lapidação, de joalheria, de artefatos de pedras, de folheados e de bijuterias. Algo próximo a 99% das empresas desse setor são compostos de pequenos negócios.

Segundo especialistas do Instituto Brasileiro de Gemas e Metais Preciosos (IBGM), o Brasil tem tanto capacidade como competitividade para lapidar pedras de média e boa qualidade. Além disso, o potencial para exportação da indústria joalheira de produtos industrializados (gemas lapidadas, joias e folheados) do Brasil é crescente. De acordo com o Instituto, em 2013, foram exportados US$ 45.429 de pedras preciosas em estado bruto; US$ 27.490 de rubis, safiras e esmeraldas lapidadas; e US$ 36.188 de joalheria (ourivesaria e metais preciosos).

É consenso, todavia, que para seguir crescendo e atendendo tanto ao mercado externo de forma competitiva, é preciso apostar em inovação em toda a cadeia produtiva desse setor. Uma parte desse caminho já está sendo trilhado pela indústria joalheira e de folheados, que recentemente investiu em importação de máquinas, equipamentos, ferramentaria e insumos. Outra parte fundamental deste caminho está sendo traçada agora e já está fazendo a diferença nas principais cidades do Brasil.

Com o objetivo de tornar os negócios desse setor mais competitivos, promovendo um salto qualitativo em toda a sua cadeia produtiva, o Sebrae e o Instituto Brasileiro de Gemas e Metais Preciosos (IBGM) lançaram em 2013 o projeto Brasil Criativo.

Trata-se de uma iniciativa elaborada segundo as diretrizes do Plano Brasil Maior, do governo federal, que contemplará durante 24 meses 12 cidades brasileiras – focando-se nas cidades-sede da Copa de 2014, além dos estados de Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Pará, Mato Grosso, Goiás, Bahia e Piauí.

Seguindo os eixos informação, capacitação e promoção que regem todas as suas ações, o projeto atende 200 designers e 900 micro e pequenas empresas. Além disso, assessora cerca de 900 empresas (entre indústria e varejo) a qualificar a sua produção e fornece informações especializadas para 1,6 mil negócios desse setor através de boletins, cartilhas e informativos.

O foco do Brasil Criativo está no fortalecimento dos Arranjos Produtivos Locais (APL) do setor de gemas e joias. Os APLs são uma estratégia para potencializar a vocação econômica de determinada região, articulando empresas locais com produções afins. Ou seja: atuar junto a esses arranjos permite desenvolver mudanças mais eficazes junto a pequenos produtores, além de promover resultados em grande escala.

Um desenvolvimento pleno e qualificado de toda a gestão do ciclo de design e do sistema de informações estratégicas das empresas são algumas das principais preocupações do Brasil Criativo.

Com o intuito de suprir as necessidades do setor com esse sistema de informações estratégicas, as ações do projeto visam aperfeiçoar a fabricação, a distribuição e a venda dos produtos de gemas e joias. Transversalmente a toda a sua atuação, há a preocupação com a elaboração de produtos criativos que atraiam os arrojados consumidores que virão ao Brasil tanto para a Copa do Mundo como para as Olimpíadas de 2016.

Com esse investimento o Brasil Criativo está promovendo uma qualificação em dois aspectos essenciais para o sucesso no mercado: a competição interna e externa, e a inovação dos produtos – que dá a eles um maior valor agregado.

A expectativa do projeto é de acrescentar 15% às receitas das indústrias que está atendendo, além de 25% nas vendas para turistas e mercado externo.

Para conhecer melhor e acompanhar o desenvolvimento do Projeto Brasil Criativo, acesse http://www.projetobrasilcriativo.com.

E para ter mais informações sobre o setor de gemas e joias no Brasil, visite a página do Instituto Brasileiro de Gemas e Metais Preciosos (IBGM): http://www.ibgm.com.br.