Por: 14/10/2013    Cartinha

Aquecedor Solar_Capa 1Especialistas afirmam que, em média, 60% da energia enviada pelo Sol ao planeta chega à superfície terrestre. Anualmente, o índice corresponde a 10.000 vezes o consumo mundial de energia nesse mesmo período de tempo.

A preocupação com o aquecimento climático entrou, definitivamente, na agenda da população mundial. Esta nova pauta de consciência ambiental discute formas de redução do consumo de energia produzida pela queima de combustíveis fósseis e por hidrelétricas.

Um mercado que tenha o sol como fonte de oportunidades de negócios é, incontestavelmente, a mola propulsora da consolidação de cidades solares brasileiras. (Veja o que é uma cidade solar no destaque).

O aproveitamento da energia solar pode ser feito por meio de células fotovoltaicas, para a transformação em energia elétrica, e por meio de aquecedores solares, para a transformação em água quente para chuveiros, torneiras e piscinas. Trata-se de uma oportunidade de negócios em um mercado que tem obtido escala e crescido substancialmente, permitindo o ingresso de novos empreendedores.

Por que uma fábrica de Aquecedor Solar?

O sol, como fonte limpa, gratuita, perene e renovável de energia é o indutor de crescimento do mercado de células fotovoltaicas e de aquecedores solares de água.

Esse mercado usa tecnologia para transformar energia solar em eletricidade e, como consequência do maior uso do sol na função do abastecimento de energia para lares, indústrias e empresas, reduz o consumo e as despesas de eletricidade em todas as instâncias. Resultado que traz vantagens competitivas nas esferas públicas e privadas.

No Brasil, a demanda latente nesse mercado também é elevada, visto que o país ainda se encontra bem atrasado em relação ao padrão internacional de utilização de energia alternativa, tais como a solar, a fotovoltaica e a térmica.

A indústria nacional de coletores solares para aquecimento de água fechou o ano de 2011 com 1,1 milhão de m2 comercializados, registrando o crescimento de 14,2% em relação a 2010. Antes da consolidação dos números relativos ao ano de 2012, mais de dois milhões de residências já utilizavam a energia solar para o aquecimento de água no Brasil. Ocasião em que, segundo o ranking da Agência Internacional de Energia (AIE), o país ocupava o 7º lugar entre os países que mais consomem energia solar.

A projeção era que, caso continuasse crescendo ao ritmo de dois dígitos por ano, o país poderia atingir a marca de 15 milhões de m2 instalados em 2015, alcançando a mesma cobertura que havia na Alemanha em 2009. Bem, o setor de aquecimento solar cresceu 11% em 2012, sendo que o maior crescimento ocorreu justamente entre as tecnologias de aquecimento de água.

O fato é que a produção desses equipamentos vem em expansão nos últimos dez anos e deve crescer mais 15% em 2013, em relação a 2012, de acordo com o Dasol (Departamento Nacional de Aquecimento Solar) da Abrava (Associação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento).

Programas habitacionais como o Minha Casa Minha Vida, incentivos do governo para a utilização de energia alternativa e projetos de eficiência energética desenvolvidos por distribuidoras de energia contribuem para este crescimento.

Segundo a Associação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento (Abrava), 59% dos negócios foram fechados no setor foram em razão do interesse espontâneo do consumidor residencial das classes média e alta. Na sequência aparecem a indústria, comércio e serviços, com 24% e os programas habitacionais, com 18%. A região Sudeste concentra 80,3 % do mercado.

O segmento engloba empresas que atuam com a fabricação, venda e instalação, projeto, manutenção e consultoria. Existem aproximadamente 200 empresas que atuam no setor e movimentam cerca de R$500 milhões/ano.

Se quiser saber mais sobre este potencial mercado, acesse o Ideias de Negócios Sustentáveis – Fábrica de Aquecedor Solar. Na publicação, você terá acesso a informações como investimento, capitais de giro, aspectos fiscais e tributários, dicas do negócio e muito mais.

Saiba que o documento sugerido não é um plano de negócios. Mas sim um guia de orientações básicas para quem quer investir no setor.

Para avançar neste contexto, procure uma unidade do Sebrae. Saiba que cresce o número de empresários de pequeno porte que adotam ações e práticas ecológicas com êxito em seus negócios na região. Um exemplo dessa prática na Grande Curitiba é o Hotel Manayara, localizado em Campo Largo. Desde a inauguração, há cinco anos, o estabelecimento implantou um sistema de aquecimento de água para uso nos chuveiros a partir de energia solar.

O hotel possui 30 apartamentos. Assim, foram instalados cinco conjuntos com cinco placas de captação e um reservatório cada, que atende seis apartamentos.  A capacidade é de 4 mil litros de água quente, que vai se renovando durante o dia, e garante água aquecida durante todo o dia. Só de noite o sistema a gás entra em funcionamento. De acordo com o gerente do local, eles conseguiram uma economia na conta de energia calculada em 50%.

As iniciativas em busca de soluções que redundem em redução de custo, associadas à sustentabilidade do meio ambiente, estão em todos os tipos de negócios. Fique atento!

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