ComprasPublicasValor.2Empresas menores estão conquistando um grande cliente com dinheiro no bolso e apetite para compras. Em 2013, a participação dos micro e pequenos empreendimentos nas listas de compras do governo federal engordou 33%, em comparação a 2012, conforme dados do Ministério do Planejamento.

Dos R$ 68,4 bilhões gastos pela União no ano passado, R$ 20,5 bilhões foram para os pequenos empresários, valor que corresponde a 30% de todas as aquisições de bens e serviços. Estima-se que essa fatia chegue a 50%, até 2017, com a criação de novas legislações de incentivo ao setor. Para 2014 e 2015, especialistas apostam em um crescimento no volume de contratos em áreas como construção civil, tecnologia, alimentação e transporte.

Em 2006, ano em que a Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas entrou em vigor, os empreendimentos de porte reduzido tiveram um volume de vendas governamentais de apenas R$ 2,1 bilhões. “Em menos de dez anos, houve um incremento de 876% nos negócios”, analisa Luiz Barretto, presidente do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

A lei 123/06 garante a preferência pelas companhias de orçamento reduzido em caso de empate nas licitações e o direito de participar de editais, mesmo com pendências fiscais ou trabalhistas. Há ainda a obrigatoriedade da contratação de PMEs nas compras de até R$ 80 mil. No Sistema de Cadastramento de Fornecedores do governo federal (Sicaf), as organizações menores respondem, em média, por 54% do total de cadastros.

Para Carlos Leony da Fonseca Cunha, secretário de competitividade e gestão da Secretaria da Micro e Pequena Empresa (SMPE) do governo federal, o montante de negócios entre o poder público e os empresários pode crescer ainda mais com a desburocratização dos processos de aquisição. Está previsto para o segundo semestre o Portal Empresa Simples, que promete facilitar o contato entre fornecedores e compradores. “O site terá um catálogo de companhias em que qualquer tipo de comprador pode encontrar quem vende exatamente o que ele precisa”, diz.

Para mais informações, leia a íntegra da reportagem especial publicada pelo jornal Valor Econômico.