Esse artigo faz parte de uma série de análises sobre painéis temáticos na Campus Party 2015

Assunto:                                                  

Potencial da economia criativa e como ela pode transformar a vida das pessoas

 

 Participante(s):

Fernando Moulin – Director de e-Business – Telefonica/Vivo Brasil

Denise Marques (moderadora) – Economista, graduada em Direito, pós graduada em Marketing pela FGV atua no Sebrae na carteira de economia criativa nos segmentos de música e design;

Felipe Almeida – No mercado digital há 20 anos, tem formação em Design e Administração de Empresas. Felipe Almeida é fundador e CEO da Mr Plot Produções: produtora de audiovisual especializada em entretenimento infantil e criadora do Mundo Bita;

Lucas Pimenta (NETSHOW.ME) – Lucas Pimenta é publicitário, formado pela Universidade Presbisteriana

Mackenzie. Após alguns anos na industria farmacêutica, decidiu entrar no mundo das Startups, e fazer parte do Netshow.me, uma plataforma online para transmissões ao vivo em um formato interativo e colaborativo;

Carlos dos Santos – Possuo 14 anos de experiência no mercado de TI, com ampla experiência em Service Desk, Outsourcing, Delivery, Projetos e padronização e implantação de processos em TI. Empreendedor digital, fomentador de ideias, lifeaholic e motivador de equipes. Atuo desde 2009 na concepção e no desenvolvimento de novos negócios digitais no Nordeste e São Paulo, sendo que hoje atuo como CIO da QueroRock.com.

Este foi um painel sobre economia criativa, com grandes e inovadores players do mercado discutindo como esse mercado funciona e para onde ele vai. Este foi, sem dúvida, uma das mesas redondas mais bem montadas da Campus Party.

Ela começou o Felipe da Mr. Plot Produções, criadores do Mundo Bita, explicando o objetivo maior de que trabalha com a economia criativa: Criar uma marca de entretenimento. construir uma propriedade intelectual e explorá-la comercialmente. Ele dá o exemplo da Disney, que sempre criou filmes com personagens incríveis e depois estes personagens deram vários uma cara a produtos, serviços, parques entre outros. O mundo bita é um dvd de músicas infantis já presentes em importantes canais da mídia.

Lucas Pimenta apresentou a startup com que trabalha a Netshowme que tem por objetivo conectar pessoas de uma forma interessante e ao vivo. Ou seja, se um mágico quer fazer um show da sua casa ele agora pode fazer e bradcast o show ao vivo para os fans conectados. Os fas pagam para assistir do conforto da sua casa, dando o artista uma nova possibilidade de se conectar com seus fans.

O Fernando Moulin, da Vivo, explicou como a vivo descobre inovação. Ele falou da iniciativa de inovação da telefônica chamada Wayra, que acelera startups pelo mundo. A Wayra tem unidade também no Brasil e já acelerou startups como o Qranio, jogo para Celular, o Poup, startup que devolve dinheiro para quem compra online e a Intoo, que ajuda micro empresários a conseguir empréstimos. (update, a netshow.ne acaba de ser selecionada para a Wayra também).

A Querorock tem o foco parecido com o netshow.me mas em um vertical de música, ou seja, para um público que quer ver a sua banda favorita em casa. Eles dão o exemplo que existem milhares de fãs que amam algumas bandas mas nunca irão conseguir ir para o seus shows. O querorock dá esta opção. O legal deste marcado também é o que ele pode trazer de novo que o mercado tradicional não tinha. A querorock vende para os artistas estatísticas sobre os seus usuários e dá a oportunidade para a venda de música lá mesmo. Imagina você poder comprar uma música enquanto ela está sendo performada. Super legal, não?

Esta nova economia digital / criativa dá oportunidades excelentes que não existiam antes. Por exemplo, hoje se pode falar com o usuário em qualquer lugar e, quase de graça, com as redes sociais, por exemplo. E, para quem faz parte da economia criativa essa velocidade de feedbacks faz toda a diferença. Lembrou-se que a coisa está tão rápida no mundo de hoje que o plantão da Globo morreu. Agora quando a Globo toca a musiquinha o twitter já deu a notícia faz tempo.

Um exemplo de inovação que o Fernando da Vivo deu era como resolver um problema. O mundo está indo para o celular e cada vez mais compras serão feitas neste meio. Mas, digitar cartão no celular é uma experiência horrível. Como melhor essa experiência? Tirar fotos do cartão e o celular reconhecer o número é uma possibilidade. Uma nova era, cheia de oportunidades chegou. A Pepa Pig, desenho infantil da economia criativa existe há aproximadamente 10 anos, mas só há 2 chegou ao Brasil. As novas plataformas dão essa possibilidade, também para o que existe lá fora chegar aqui, quanto para o que produzimos aqui, ser disponibilizado lá fora.

 

No final todos concordaram que a coisa legal desta economia criativa é a forma de se explorar os personagem criados por meios diferentes como jogos, vídeos, revistas, histórias em quadrinhos, filmes, etc. Segundo eles, o grande ícone é o Maurícia do Souza (que também passou pela Campus), pois ele conseguiu sair do papel com a turminha dele e foi para a nova economia com parques, jogos, filmes, desenhos, etc. O Brasil está apenas começando neste jogo.

 

Conheça as análises dos principais painéis da Campus Party 08 (2015):

1 – Deu ruim! O que fazer quando as coisas não dão certo?

2 – Eles chegaram lá. Você também pode!

3- Como organizar e definir ritmo em sua startup/empresa “Google Style”

4- Exercitando sua imaginação e explorando seu valor econômico

5- Quem paga pelo conteúdo das redes sociais – Indiretas do bem

6- Lições de empreendedorismo que aprendi NASA

7- Novos negócios: música online

8- Do Brasil para o Mundo : o case do Blogo

9- E-commerce integrado em redes sociais

10 – Produto, sociedade e pessoas

11 – Startups e investidores: falando a mesma língua

12 – Visão de Internet para Ime Archibong (Facebook)

13 – Importância do CTO e da equipe técnica ao levantar Capital de Risco