O setor de alimentação é um dos mais pujantes e consolidados do franchising no Brasil. É o primeiro em número de redes (573 em operação no Brasil) e o segundo maior faturamento (R$ 20 bilhões). Quando este número de 2012 é comparado ao de 2011, verifica-se o crescimento de 17,6%.  Observe a evolução, desde 2001 até o ano passado:

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Enquanto restaurantes são normalmente apreciados por sua variedade de pratos no cardápio, o setor de franquias aponta como tendência os negócios cujo conceito prestigia a segmentação.   São lojas especializadas em um prato único, como brigadeiros, saladas e iogurte. Casas com esse conceito são comuns em países da Europa, da Ásia e do Oriente Médio e têm encontrado boa receptividade aqui no Brasil.

Alimentos prontos para o consumo também ganham adeptos daqueles empresários que apostam na valorização de uma rotina mais prática dentro da residência dos consumidores. Estes respondem à altura. Haja vista o sucesso que tem proliferado no País das lojas que comercializam bolos caseiros – um modelo de empreendimento que ganha mercado por oferecer simplicidade e baixo preço ao cliente. Motivo pelo qual é comum de se ver lojas com filas diárias a espera do bolo quentinho.

Outra expansão que promete seguir acelerada são as lojas de conveniência. Nos últimos cinco anos a modalidade tem crescido em um ritmo médio de 15% ao ano, mas um levantamento mostra que dentre os 38,9 mil postos de combustíveis existentes no país, apenas 18% abrigam lojas de conveniência. Não é só alimentação, como o fast-food, que tem atraído investimento nos postos de combustíveis no Brasil. Outros tipos de serviços, em grande parte, franquias, também: são lavanderias, padarias, farmácias, salões de cabeleireiro, pet shops e locadoras de filmes.

Onde estas lojas estão sendo instaladas atualmente?

O shopping continua sendo a principal localização de lojas e quiosques de franquias de alimentação, representando 50% do total das lojas em 2012. Segundo o balanço anual do setor feito pela ABF (Associação Brasileira de Franchising) e ECD, consultoria especializada em FoodService, cerca de 40% de novas lojas serão abertas em shoppings até 2016.

Mas as ruas não ficam tão atrás: 34% do total das franquias estão localizadas nelas. E mais: de acordo com o estudo, o shopping pode perder espaço para a rua, quando se analisa a localização das novas lojas. Em média, quase 50% das novas lojas serão abertas nas ruas até 2016.

No caso de quiosques, até 2016, o shopping ainda será relevante até 2016 com 65% da localização. Mais 15% nos hipermercados e 15% em outros pontos comerciais como prédios comerciais, escolas e universidades.

Quais são os maiores desafios?

Na pesquisa da ABF – ECD, os empresários que já atuam no setor de alimentação demonstraram preocupação com o aumento dos custos com matéria-prima, aluguel, impostos e mão de obra.

Um fator altamente relevante para a análise de viabilidade econômico-financeira também para novos empreendedores, pois quando se fala em custos é fundamental saber que toda e qualquer ação realizada na empresa (seja com propósitos operacionais, administrativos, técnicos ou comerciais), apresentará reflexos na estrutura financeira do empreendimento.

Em uma economia cheia de incerteza e grande concorrência, o planejamento financeiro mostra-se como uma ferramenta para a boa gerência e algo necessário à sobrevivência do negócio. Planejar é traçar metas, elaborar planos direcionados ao projeto que se almeja por em prática. Planejar as finanças da empresa é criar uma estratégia econômica para que os objetivos sejam atingidos, a curto ou longo prazo, da maneira mais estruturada e precisa possível.

Portanto, se você está pensando em ingressar nesse setor de negócios, seja como franqueado de uma marca já testada e aprovada pelo mercado ou como detentor da sua própria marca, siga corretamente os passos para a estruturação de um plano de negócios.

Para saber mais a respeito de Planejamento Financeiro, clique aqui e leia:

  •  Organizando-se para a gestão financeira
  •  A importância da gestão do capital de giro
  •  Conciliação de prazos com fornecedores e clientes
  •  A importância da apuração de resultados
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