Em um mundo cada vez mais globalizado e integrado, o comércio eletrônico já é uma realidade. A maior segurança e confiança no momento da compra, a comodidade de fazer a compra sem sair de casa e o maior uso dos meios de pagamentos eletrônicos, como os cartões de crédito, estão entre os fatores que contribuíram para o crescimento do e-commerce no Brasil. Fala-se cada vez mais em omnichannel, ou seja, não há restrição por parte do consumidor a um único canal de venda, como o balcão de vendas ou a internet. A experiência de compras muitas vezes começa no ambiente virtual e se concretiza na loja física – ou vice-versa.

Neste sentido, o empresário que almeja o crescimento de seu empreendimento deve se preparar para entrar no ambiente online. O comércio eletrônico é um desafio que exige que o empreendedor esteja atento às novas tendências e mudanças (muito frequentes em um ambiente tecnológico), mas ao mesmo tempo proporciona a expansão dos limites físicos do negócio.

E como o empresário pode se preparar e iniciar sua jornada neste novo ambiente digital?

O primeiro passo envolve uma análise interna de sua empresa, para entender como anda o seu negócio, e assim poder tomar a decisão se é o momento adequado para investimentos. É preciso, portanto, fazer uma avaliação do cenário setorial (fatores que influenciam no seu negócio, como crédito, políticas públicas, tributos etc.), uma previsão de oportunidades e ameaças para o e-commerce de peças automotivas e entender as potencialidades e fragilidades deste tipo de comércio. Entender qual é o perfil das empresas concorrentes e dos consumidores brasileiros também é importante para ter uma noção clara de como atuar e o que esperar.

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O segundo passo é definir como será feita a comercialização. Existem algumas formas de começar a vender online.

 As redes sociais, como Facebook, Instagram e até mesmo o Whatsapp, são uma boa alternativa para o início de atuação digital, pois requer pouco investimento em tecnologia. Entretanto, a empresa deve se preparar para a comercialização na internet por meio de loja virtual ou marketplace, que são formatos que garantem ao cliente mais credibilidade na transação comercial e no pagamento. A rede social deve ser trabalhada mais como um canal de relacionamento e de apoio à venda.

O marketplace nada mais é do que um shopping virtual onde diversas lojas vendem bens e serviços. O modelo de negócios é conhecido por conectar diretamente cliente e fornecedor sem participação de intermediários. Consequentemente ambos têm possibilidade de conseguir valores mais acessíveis e também uma maior margem de lucro. A monetização acontece a partir de um percentual na transação realizada.

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Exemplos clássicos de marketplace são a Amazon, o Extra.com.br, empresas do grupo B2W (Submarino, Americanas e Shoptime) e o Mercado Livre. Todas estas são plataformas que conectam vendedores e compradores de itens diversos, sem segmentação específica. Exclusivamente para o setor automotivo, um bom exemplo é o Canal da Peça, um marketplace, fundado em 2012, que reúne peças e acessórios automotivos, e que atualmente é utilizada por mais de 100 mil profissionais do ramo. Outro exemplo de marketplace, mas dessa vez em formato de aplicativo, é o BuscaPeças. Fundado no Acre, trata-se de um aplicativo para celular capaz de ajudar pessoas que procuram peças ou serviços automotivos e têm dificuldade de encontrar.

O tipo mais clássico de e-commerce, entretanto, é a loja virtual clássica, hospedada em uma plataforma, com possibilidade de fácil acesso pelo consumidor final. Nesta opção, caso o empreendedor não seja familiarizado com estas tecnologias, a melhor opção é contratar um desenvolvedor, para que o site tenha aspecto profissional e passe segurança a quem o acesse.

O empreendedor deve construir um site que contenha o máximo de informações sobre a empresa e os produtos, de forma objetiva. O consumidor deve sentir confiança, e ao mesmo tempo se sentir atraído a realizar a transação comercial. Por isso, é muito importante dispor de boas imagens, com qualidade profissional e detalhamento dos produtos,para suprimir a falta do contato físico proporcionada em uma loja física. Além disso, o comprador precisa ter todas as informações descritas, como especificações técnicas, modelo, origem, informações relevantes e, claro, o preço.

Algumas definições são necessárias, como opções de pagamento (cartões de crédito, boleto bancário ou depósito online são os meios mais comuns), meio de transporte (correios ou transportadora),  e a política de troca. É muito importante que o site disponha de um canal direto de comunicação com os internautas que por ali transitarem. Além do telefone e endereço para contatos, que são informações obrigatórias por lei, as formas mais usuais de contato são formulário online, e-mail  ou chat, para conversa em tempo real.

Ainda, você deve se prepararpara construir a sua loja virtual se atentando aolayout, cores, usabilidade e outras questões. No e-commerce, o site deve ser funcional e intuitivo, para que o cliente possa achar facilmente o que procura. Uma loja virtual bem estruturada vai refletir na identidade da empresa, por meio da linguagem visual e da expressão empregada nos textos.

O layout deve ser compatível com os diversos suportes: notebooks, tablets e smartphones. Esta questão é muito importante, pois sites adaptáveis a estas plataformas são priorizados em sites de busca, como o Google. Por isso, ao contratar um desenvolvedor,atente-se a este fator, solicitando que o seu website tenha esta característica de adaptabilidade e garantindo uma boa performance de SEO (Search Engine Optimization – ferramentas de otimização de buscas, que farão com que sua página esteja entre as primeiras para determinadas buscas de usuários).

É importante também o empreendedor estudar e estar sempre atualizado sobre os aspectos legais do comércio eletrônico. O SEBRAE dispõe neste Portal de uma área sobre este tema, onde o empresário pode encontrar uma cartilha explicativa sobre a legislação aplicada ao e-commerce; além de notícias atualizadas sobre obrigações dos empresários e projetos de lei que tramitam no congresso que impactam o pequeno negócio digital. Acesse aqui e fique por dentro da legislação do e-commerce.

 O SEBRAE também dispõe, em seu site, de uma Ideia de Negócios de como abrir uma loja virtual. Lá, o empreendedor encontra informações que podem orientar na hora de abrir uma loja virtual. Clique aqui para acessar esta ideia de negócio.