Geração G 1

Surge uma nova safra de consumidores. São os integrantes da chamada geração G (de generosidade), detectados pela Trendwatching – uma empresa holandesa de pesquisa de tendências que alerta: para eles, não bastam bons produtos nem preços atraentes. O que chama a atenção dos consumidores generosos são empresas dispostas a fazer tudo por eles e também pela sociedade.

“’As pessoas estão descontentes com a ganância dos empresários e suas consequências para a economia”, diz o relatório publicado pela Trendwatching. Crises financeiras fazem com que o cidadão queira maior proteção, não só sobre seu dinheiro guardado, como também em relação aos empregos e aos parceiros. E assim, dar, doar, dividir e colaborar em todos os sentidos tornam-se exigências e não mais, simplesmente, qualidades reservadas a alguns.

Mais do que plantar árvores e colaborar com essa ou aquela instituição, as empresas devem começar a ter uma ação holística, sendo generosas e incorporando isso aos seus próprios funcionários, uma vez que responsabilidade social começa dentro da empresa, com condições adequadas de trabalho, funcionários registrados e pagamento integral de impostos e benefícios. Somente assim conseguirão, de fato, atrair a atenção dessa nova geração.

Algumas estratégias podem ser incorporadas aos planos das empresas e o Trendwatching listou 8 tendências bem-sucedidas:

1) Co-doação: usar o cliente para decidir onde e o que será doado ou atrelar doações à compra.

2) Eco-generosidade: mais do que simplesmente tentar limpar ou neutralizar sua pegada ecológica, muitas empresas podem ajudar a corrigir a de outras corporações, dando um passo a mais no processo.

3) Amor-livre: é a arte de dar seus produtos ou algum serviço gratuitamente a seus consumidores.

4) Mordomos de marca: a empresa ajuda o consumidor no ato de adquirir um produto, tornando a vida mais conveniente.

5) Perkonomia: “perk” são os agrados que trazem um bem-estar à pessoa. A perkonomia reza justamente desenvolver uma nova leva de privilégios aos clientes como, por exemplo, a Lexus que, em uma turnê de Alicia Keys, criou um estacionamento VIP exclusivo para quem possuísse um carro deste modelo.

6) Tryvertising: é a experimentação levada a um extremo, onde produtos e serviços são integrados à vida diária de uma maneira relevante através de uma experiência e não simplesmente de uma mensagem publicitária.

7) Atos Aleatórios de Bondade (AAB): nada mais do que surpreender alguns clientes com algum presente relevante atrelado a uma campanha que mostre mais boa vontade do que desejo de vender.

8) Rigidez, não mais: é o ato de derrubar certas regras frias em prol do bem-estar do cliente. Por que aceitar devolução de produtos somente com nota fiscal? Porque cobrar uma noite extra para um check-in tardio?

 

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