Desde os anos 70 quando o termo brechó se popularizou e passou a designar o comércio de artigos usados no Brasil muita coisa mudou nesse mercado. A busca agora é pelo sucesso na internet.

Especialmente para os negócios que atuam no segmento de moda: ao mesmo tempo em que as lojas físicas, com atmosfera de roupas desgastadas e cheiro de naftalina, começaram a ceder lugar a ambientes arrojados e serviços agregados, o acesso à internet chegou evidenciando os brechós virtuais.

Sucesso na internet

Atualmente, algumas iniciativas empresariais são verdadeiras vitrines dessa transformação. São negócios que estão imprimindo status e expandindo o espaço de mercado no país, tanto que são os brechós de luxo que registram maior crescimento no Brasil, segundo o Mundo do Marketing.

Hoje o mercado está diante do crescimento do número de entrantes no segmento, seja para a venda de artigos de marca anônima ou de grifes reconhecidas nacional e internacionalmente.

Neste cenário, tão promissor como desafiador, a presença online é fundamental. Não só para a relação de compra e venda, mas também porque é, indiscutivelmente, uma oportunidade real de permanente contato com o público alvo.

Razões para a presença online

Brechós em busca do sucesso na internet_Sebrae

No país são mais de 120 milhões de pessoas conectadas à internet e, segundo pesquisa da empresa E.Life, 98% dos internautas brasileiros estão  cadastrados em alguma rede social, sendo o Facebook a plataforma de maior número de usuários. O Brasil é o segundo colocado no ranking mundial, quanto ao número de usuários, no Facebook e no Twitter, ficando atrás apenas dos Estados Unidos.

A busca por moda na internet é efervescente. Há vista que no Instagram, conforme o documentário Mundo S/A da Globo News, a #fashion já foi postada mais de 100 de milhões de vezes no mundo todo. No Brasil, a #moda aparece 5 milhões de vezes.

Essa plataforma alcançou mundialmente, no começo de 2014, o número de 200 milhões de usuários ativos, por mês, e, embora não divulgue o número de usuários brasileiros, Camila Fusco – gerente de comunicação do Instagram – afirma que o país está posicionado entre os cinco maiores do mundo. Ainda assim, Alex Banks, Vice Presidente da América Latina e Diretor de Marketing da ComScore no Brasil, o Instagram está subaproveitado pelas marcas no país, mesmo diante de uma presença crescente: entre janeiro de 2013 e janeiro de 2014, houve um crescimento de 900% (novecentos por cento) da entrada de anunciantes nesse espaço.

Os blogs também são um fenômeno nacional. Uma pesquisa divulgada pela Boobox apontou que, no Brasil, cerca de 50% dos leitores de blogs buscam pela categoria moda e beleza e que, dos 60 milhões de leitores mensais no país, 59% são do sexo feminino. Nesse contexto, também é interessante observar que o Brasil ocupa o segundo lugar no mundo em relação ao alcance de blogs. Ainda segundo Alex Banks, a proporção da população brasileira online que visita pelo menos 1 blog durante 1 mês, é muito alta, posicionando o Brasil atrás apenas do Japão.

Esse efeito social revelado em números expressivos fez com que o jornal Wall Street Journal chamasse o Brasil de “capital das mídias sociais do universo” e a revista Forbes definisse o país como o “futuro das mídias sociais”.

Em busca do próprio sucesso na internet

Porém, nesse ambiente não há sucesso sem planejamento e integração adequados. Há inúmeras plataformas de redes sociais digitais disponíveis, cumprindo finalidades diferentes para perfis de públicos e estilos de vida, também, bastante distintos.

Para ajudar os empresários do segmento a enfrentarem esses e outros desafios, assim como encontrar propostas e identificar as oportunidades para os pequenos negócios, o SEBRAE está realizando o Fórum de Debates sobre o Mercado de Brechós.

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Por Ana Paula Capparelli: Consultora, instrutora, especialista em gestão e marketing.